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CITROËN BASALT

Terceiro lançamento da marca em três anos

dezembro 2024

Terceiro e último membro da família C-Cubed, o primeiro Citroën Basalt deixou a linha de fabricação em Porto Real em 18 de setembro. Irmão mais novo do C3 e C3 Aircross (novidades de 2022 e 2023), com os quais compartilha a plataforma CMP, foi desenvolvido pelo centro de engenharia de produto da Stellantis na América do Sul, sediado em Betim. Será o primeiro utilitário esportivo cupê da marca na região e o de menor preço do mercado.

Seu lançamento oficial, no início de outubro, marcou o encerramento do ciclo de investimentos de R$ 2,5 bilhões, iniciado em 2021, abrindo as portas para o recém anunciado programa de R$ 3,0 bilhões, a ser aplicado no período 2025-2030. Com ele a Stellantis planeja mudar a planta fluminense de patamar, tornando-a unidade multimarcas e polo de exportação, para tal atraindo fornecedores para o entorno da fábrica e elevando seu nível de automação.

Cupê de quatro portas com cinco lugares e 18 cm de vão livre, estará disponível em três versões (Feel, Feel Turbo 200 e Shine Turbo 200), além da série especial de lançamento First Edition. Basalt Feel chega com o tradicional motor aspirado Firefly de três cilindros, 999 cm3 e 71/75 cv acoplado a câmbio manual de cinco marchas. As três outras versões trazem uma unidade turbinada com os mesmos três cilindros e um litro, porém com 125/130 cv e câmbio automático CVT de sete marchas e três modos de condução. Todos possuem suspensão dianteira independente tipo McPherson, suspensão traseira por eixo de torção, freios dianteiros a disco ventilado e traseiros a tambor e direção com assistência elétrica.

Seus 4,34 m de comprimento e 2,64 m de entre-eixos proporcionam balanços curtos (com bons ângulos de entrada e saída – respectivamente 20,5o e 28o), ótimo espaço interno e amplo porta-malas de 490 l, ampliável com o rebatimento do encosto traseiro. Sua carroceria contém 30% de componentes de aços de alta resistência, 20% de ultra alta resistência e 7,5% de peças estampadas a quente, compartilhando com C3 e Aircross diversos componentes entre a dianteira e a coluna B. O carro chega com índice de nacionalização de cerca de 80%.

 

   

Citroën Basalt Shine (à esquerda) e Basalt Feel.

 

É o seguinte o conteúdo de cada uma das versões.

Feel e Feel Turbo: vêm, de série, com quatro airbags (frontais e laterais), ar-condicionado, painel digital de 7″, tela multimídia de 10″, monitoramento de pressão dos pneus, assistente de partida em rampa, seis alto-falantes, vidros e retrovisores elétricos, banco do motorista e volante com regulagem em altura, apoia-braço central, chave tipo canivete, câmeras de ré, luzes de condução diurna de leds, travas elétricas por telecomando da chave, destravamento elétrico da tampa do bocal do tanque de combustível, alarme e rodas de liga de 16″.

Shine Turbo: adiciona ar-condicionado digital, sensor de estacionamento traseiro, limitador e controlador de velocidade, faróis de neblina, bancos e volantes com revestimento premium, encostos de cabeça com abas de apoio nos assentos laterais traseiros, placas inferiores decorativas dianteira e traseira na cor prata e rodas de liga de 16″ diamantadas. Como opcional, teto preto.

First Edition: traz ainda rodas de 16″em preto, pintura branca perolizada, logotipo First Edition, faixa preta entre as lanternas, soleiras metalizadas, pedaleiras e tapetes exclusivos e teto preto.

Externamente as versões podem ser diferenciadas por dois pequenos detalhes: delgadas barras verticais situadas no para-choque dianteiro, junto às luzes auxiliares, e horizontais na coluna C, junto às portas, na cor vermelha para as versões Feel e Feel Turbo e douradas para Shine Turbo e First Edition.





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PULSE E FASTBACK HYBRID

Os primeiros híbridos nacionais da Stellantis


Desde sua chegada tardia ao Brasil, em meados da década de 70, a Fiat vem ousando ao lançar no mercado soluções inéditas – e sempre bem sucedidas -, tais como a primeira picape leve e a primeira furgoneta do país, o primeiro motor a álcool para automóveis produzido em série no mundo, o primeiro carro de grande série com motor 1.0 do mercado, o primeiro carro “popular” brasileiro com injeção eletrônica e o lançamento de diversas outras propostas que logo virariam a se tornar moda, como modelos de série em versões “aventureiras” e pequenas picapes com cabines duplas ou estendidas.

Em fevereiro de 2023, disposta a enfrentar a onda de eletrificação que começada a se avolumar por aqui, a Stellantis anunciou a decisão de desenvolver soluções específicas para o país, centradas em veículos híbridos com motor flex: o foco seria a nacionalização de tecnologias em combinação com o etanol. (Veladamente se referindo aos muitos fabricantes chineses que anunciavam planos para o país, a empresa concluía: “não vamos trazer kits importados da Ásia e montar em um galpão“).

Poucos meses depois foi oficialmente revelada a tecnologia que regeria o projeto: Bio-Hybrid, solução de eletrificação híbrida que prioriza a utilização de insumos, componentes, inteligência e indústria locais, destinada a todas as marcas nacionais e sul-americanas da Stellantis. Desenvolvida pelo centro tecnológico do Grupo na América Latina, foi materializada em quatro protótipos de plataformas expostos na oportunidade – três híbridos a etanol (Bio-Hybrid, Bio-Hybrid e-DCT, Bio-Hybrid Plug-in) e um 100% elétrico (BEV). A Stellantis prometia disponibilizar, já em 2024, os primeiros veículos com a nova tecnologia.

Cumprida a promessa, os dois primeiros modelos Bio-Hybrid acabam de ser apresentados – Fiat Pulse e Fastback nas versões Audace e Impetus Hybrid. Caracterizado como “híbrido-leve”, seu sistema propulsor é composto pelo motor T200 Flex (três cilindros, 1.0 turbo, 125/130 cv) associado a câmbio CVT de sete marchas e a motor elétrico de 12V e 3kW, conectado ao motor a combustão e alimentado por uma bateria auxiliar de íon de lítio que substitui alternador e motor de partida (localizada sob o bando do motorista, é o único elemento importado – trazido da Coreia do Sul). Permanece em uso a bateria tradicional de chumbo-ácido de 12V, localizada no cofre do motor.

Foram significativos os ganhos em economia de combustível obtidos pelo sistema: 10,7% para Pulse, em etanol e gasolina, e, para Fastback, 9,8% com etanol e 11,5% com gasolina – ambos no ciclo urbano. Os ganhos foram obtidos por meio da utilização de quatro sistemas auxiliares: e-Start&Stop (automaticamente desligando o motor a combustão nas paradas e mantendo-o em funcionamento nas desacelerações, porém sem injetar combustível); e-Assist (durante acelerações as duas baterias alimentam o motor elétrico, que gera torque adicional para o motor a combustão); Alternador Inteligente (o alternador só opera quando há demanda das baterias); e e-Regen (recuperação da energia mecânica nas desacelerações, armazenada nas baterias sob a forma de energia elétrica).

 

   

Fiat Pulse Audace Hybrid e Fastback Impetus Hybrid.

 

Os dois híbridos mantiveram as demais características mecânicas, dimensionais e estéticas dos modelos a combustão. É o seguinte o conteúdo de cada versão:

Pulse Audace Hybrid: vem de série com tela multimídia de 10,1″, acionamento do motor sem chave, partida remota, sensor de estacionamento traseiro, câmera de ré, carregador de celular por indução, banco traseiro bipartido, volante em couro e rodas de liga de 16″.

Pulse Impetus Hybrid: adiciona painel de instrumentos digital com tela de 7″, farol de neblina, sensor de estacionamento dianteiro, assistente de permanência em faixa, frenagem autônoma de emergência, detecção de chuva, farol alto automático, retrovisores com luz e rebatimento, bancos de couro, rodas de liga de 17″ e teto bicolor.

Fastback Audace Hybrid: tem, de série, tela multimídia de 10,1″, acionamento do motor sem chave, partida remota, sensor de estacionamento traseiro, assistente de permanência em faixa, frenagem automática de emergência, detecção de chuva, farol alto automático, câmera de ré, carregador de celular por indução, volante em couro e rodas de liga de 17″.

Fastback Impetus Hybrid: inclui ainda painel de instrumentos digital com tela de 7″, farol de neblina, sensor de estacionamento dianteiro, retrovisores com luz e rebatimento, bancos de couro, rodas de liga de 18″ e teto bicolor.

O preço de lançamento dos dois híbridos foi apenas R$ 2.000 superior ao das versões Audace e Impetus a combustão. Ambas, segundo a Stellantis, sairão de linha em 2025.





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